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6º ano faz imersão sobre Ribeirão das Pedras

No mês de maio, os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental II do Colégio Rio Branco participaram do estudo do meio ao Ribeirão das Pedras. Conduzido pelos professores Mirian Martinez, de Ciências, e Donizete Praxedes da Rosa, de Geografia, o estudo contempla a observação da nascente do Ribeirão das Pedras e o acompanhamento do seu percurso, comparação e observação da mata ciliar em diversos pontos desse trajeto, caracterização da água contaminada e a água poluída, além de identificar a interferência humana na ocupação das áreas ao redor do Ribeirão.

O projeto existe há 15 anos por iniciativa da professora Mirian, que contou com a ajuda de outros profissionais que a acompanharam durante várias edições do estudo, e nos últimos 10 anos é realizado em parceria com o professor Donizete. “Nós temos paixão por esse projeto. Somos a única escola de Campinas que tem essa iniciativa de estudar mais a fundo o Ribeirão das Pedras, e ouvir o retorno super positivo dos alunos sobre ele é gratificante demais”, revela Mirian.

Durante o estudo, os alunos observaram e anotaram diversos tópicos relevantes para a produção do trabalho final, que será um diário de bordo relatado no Classroom, ferramenta disponibilizada pelo Google for Education, fortalecendo a premissa da parceria, que é a construção do próprio conhecimento. Itens como condições meteorológicas, altitude, vegetação, características da água e do lixo no ambiente eram anotados em cada parada do passeio. “O 6º ano foca seus estudos no Planeta Terra, com conceitos de orientação, astronomia, litosfera, hidrosfera e atmosfera, fechando com a questão ambiental. Por isso a importância desse estudo do meio, que reflete nesse conhecimento até o final do ano”, explica Donizete.

O estudo começou com um passeio nos arredores do Rio Branco, que desde 1999 mantém uma parceria com a prefeitura e moradores de Barão Geraldo para revitalização do Ribeirão das Pedras e enriquecimento da sua mata ciliar. O roteiro ainda envolve a história do distrito de Barão Geraldo, o desenvolvimento econômico e humano da região, passagem pelo parque Hermógenes Leitão Filho, estrada da Rhodia, Ribeirão Anhumas, concentrando-se especialmente na etapa da nascente do Ribeirão das Pedras, que fica no bairro Alto Taquaral. No local, Mirian realizou testes com os alunos para verificar a qualidade da água, que já se mostrou imprópria para consumo desde sua nascente. Após essa etapa, o percurso foi finalizado com visita a Ponte das Hortas, próximo ao Shopping Parque D. Pedro, onde novamente a intervenção humana na geografia local foi destaque.

Para o professor Donizete, a principal mensagem dessa atividade é a conservação das condições naturais do meio ambiente e como a interferência do homem pode danificar espaços valiosos para o desenvolvimento. “O que os estudantes sempre nos retratam ao longo desse projeto é o que podemos fazer para melhorar o ambiente em que vivemos. Nós sabemos a importância de se preservar a Amazônia, a Mata Atlântica, mas isso também deve ser feito com o meio ambiente da nossa comunidade. Eles são sujeitos da história, e podem participar disso com consciência e com conhecimento”, conta.

Na volta para o colégio, os alunos estavam animados para contar o que aprenderam com o estudo. Nina B. José Vaz, do 6º B, falou que o estudo foi muito interessante, e conseguiu observar e aprender várias coisas sobre o Ribeirão e o meio ambiente. “Antes desse trabalho, não sabia, por exemplo, da existência do Parque Linear. Outra coisa que me surpreendeu foi a informação sobre o capim, que sufoca as sementes, não deixando-as germinar. Essa experiência toda serviu para termos mais consciência das nossas atitudes com o meio ambiente, não podemos jogar lixo em qualquer lugar, mesmo que dê preguiça guardar o nosso lixo para jogar no lugar certo depois, pois as consequências não serão simples de lidar depois ”, reflete a aluna.

Henrique Bombardi da Cruz, do 6º B, adorou o passeio pedagógico. “Vi uma nascente de rio pela primeira vez e achei estranho ela ser tão pequenininha, e depois virar um rio tão grande. Já conhecia boa parte do percurso que fizemos, mas aprendi muito mais hoje com os professores”, conta.

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