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Cinema: até onde ficção e realidade se diferenciam?

As últimas aulas de Sociologia, ministradas pela professora Rita de Cássia, para os alunos do 3º ano do Ensino Médio, contaram com a presença do nosso ex-aluno, André Melhado. Nelas, foi abordada e discutida a temática do cinema contemporâneo como forma de enriquecer a discussão em classe.

Com uma perspectiva diferenciada e instigante, André questionou as salas sobre as diferenças entre a ficção e o documentário no cinema. Num primeiro momento, os alunos levantaram as características dos diferentes gêneros muito facilmente. No entanto,  à medida que curta-metragens nacionais eram passados na tela, as concepções sobre o que era ou não realidade entravam em contradição e traziam à tona a premissa da palestra: o que é um filme cem por cento real?

“Ultimamente, o documentário brasileiro tem tomado uma nova vertente, a do documentário contemporâneo, que nada mais é do que filmes pessoais explorando as imagens. A grande discussão ainda vai além desta, de ser real ou ficcional. Esses exemplos que eu trouxe abordam também a questão da memória, o que é a memória real, fantasiada ou a criada”, explica André.

O debate com os alunos foi intenso e extrapolou os muros do cinema, chegando à questão da manipulação da imagem e da informação a favor de quem a transmite. “No cinema você pode contar sua história como bem entender, porém, quando se está passando uma informação, você não pode esperar que ela seja compreendida por todos do mesmo modo. A manipulação de imagens, a criação de uma história e a fuga do real são muito lindas no cinema porque é uma forma de entretenimento, mas quando se trata de jornalismo, de televisão, o caminho deve ser outro. É importante receber, processar e digerir a informação e não receber tudo ‘mastigado’”, comenta.

Paralelamente à matéria trabalhada em sala de aula, discutiu-se também a pós-modernidade atrelada à questão da subjetividade, das diferentes versões e, principalmente, da não existência de uma verdade absoluta. Além disso, a temática da cultura também se mostrou fundamental, “as coisas estão tão críticas, ultimamente, que precisamos buscar esse incentivo à cultura por fora, não depender do governo, e é com essas conversas que conseguimos trazer mais os alunos pras salas de cinema, para apreciar o cinema brasileiro”, finalizou André.

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