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Diálogos RB: limites e afetividade na educação

É fundamental o equilíbrio entre estabelecer limites e educar com afetividade. A frase foi dita pelo diretor pedagógico do Colégio Rio Branco Campinas, Admir Moreli, ao introduzir a palestra ministrada pelo Prof. José Meciano Filho, mais conhecido como Nino Paixão, no último dia 9 de novembro, às 19h30, na biblioteca da escola. Intitulada “Diálogos RB: os desafios de uma educação comprometida com limites e afetividade”, a conversa discorreu em um tom leve e descontraído, porém repleto de conteúdo que prendeu a atenção dos pais e professores presentes na plateia.

Essa segunda palestra do Diálogos RB foi pensada para esclarecer aos pais e profissionais da área da Educação sobre a importância da afetividade no desenvolvimento do sistema nervoso e na formação da personalidade. “A ideia foi trazer uma pessoa que conseguisse falar desse tema de uma maneira simples e acessível para que todos os presentes pudessem compreender, e o Prof. Nino se encaixa perfeitamente nesse perfil. A palestra contribui na formação de seus participantes, abordando a questão do ouvir a criança, o toque e o afeto no desenvolvimento infantil, e como isso está ligado também na prática da pedagogia”, conta Millena Bonomi, orientadora educacional da Educação Infantil e 1º ano.

Admir corrobora a fala de Millena, afirmando que costumamos ter uma tendência a sermos extremamente rigorosos e pecarmos pela falta de afetividade, ou excessivamente afetivos e não estabelecermos limites aos filhos e estudantes. “Esse desequilíbrio não é saudável para uma formação madura das crianças. Quando você é justo e explica os limites com critérios claros, a tendência da criança e do adolescente é entender essa situação; eles se rebelam quando observam que não há critérios de equidade no trato das questões”, explica o diretor.

Nino Paixão, que é bacharel em Ciências Biológicas Modalidade Médica e professor na Unicamp, Puccamp e UNISAL, iniciou a discussão com conceitos como o apego, afeto e acolhida, além de pontos neurológicos do desenvolvimento do sistema nervoso, e a ação dos pais e educadores para interferir nesse processo. “É importante ressaltar que temos muitas queixas vindo, pasme, das próprias crianças, pedindo a atenção fraterna, de acolhimento dos pais, e não atenção material. Essa geração, que denominamos Z (nascidos na década de 2000) e Alfa (nascidos a partir de 2010), quer autoridade, e não autoritarismo, e tem um meio de educação muito mais partilhado do que as gerações anteriores”, elabora o professor.

Ainda de acordo com o palestrante, o principal desafio que os professores enfrentam é decorrente de um desafio muito grande da família, que é a imposição do limite. “Quando a família não impõe um limite, a escola acaba tendo que fazer esse papel. Se em casa, um casal padrão na nossa sociedade tem em média dois filhos, imagine uma professora na sala de aula com 25 ou 30 crianças, a imposição de limites é muito mais difícil; além de que, se permitir que a criança fique sem limites, ela interfere na liberdade dos outros colegas, que serão prejudicados. Por isso o trabalho do professor tem que encontrar uma parceria nos pais para ser efetivo”, discorre. Por várias ocasiões, ele frisou que uma das soluções mais eficazes no dia a dia é o diálogo construtivo, explicativo e justificado, explicando sempre o que é certo e o que é errado à criança. “Nós devemos formar filhos educados e respeitadores, mas que também saibam defender seus interesses, para que não sejam abusados pelos colegas”, pontua.

Quem prestigiou o discurso do Prof. Nino foi o núcleo da direção e coordenação pedagógica do Colégio Koelle, de Rio Claro. Rui Christofoletti, diretor pedagógico, veio conhecer o trabalho do palestrante e aproveitou para fortalecer os laços entre os dois colégios. “Temos uma proximidade muito grande e gostamos demais do Rio Branco, fazia tempo que não visitávamos aqui. E já aproveitamos para conhecer o Prof. Nino, que é referência na sua área, e pretendemos também fazer um trabalho em parceria com ele na nossa escola”. Também esteve presente na ocasião o diretor pedagógico do Colégio Pio XII Campinas, Benedicto Maurício Bueno.

Roberta Mazzariol Volpe Aquino, mãe do Gustavo e da Marina do 2º ano do Fundamental I, acredita que é super importante se discutir sobre temas na área da Educação. “A palestra foi muito legal, tem muita coisa que temos que pensar e entender de maneira diferente. Há muitas atitudes que tomamos querendo acertar na educação deles e acabamos fazendo de maneira equivocada”, reflete. Ela ainda completa que o diálogo entre pais e escola é muito importante, especialmente com o corpo pedagógico. “Eu amo o Rio Branco pois desde que matriculamos nossos filhos aqui, fazemos questão de ter um relacionamento estreito e muito claro com todos os professores deles, e isso só fortaleceu o nosso vínculo com a escola”.

Camila Olivetti Regina e Walter Regina, pais do Victor, do 6º D, e do Marco, do 1º E, dizem que estão sempre em busca de aprimorar os conhecimentos a respeito da criação dos filhos, e Walter ficou empolgado para participar desse encontro justamente por ter sido ex-aluno de Nino Paixão. “Tenho um respeito enorme pelo seu trabalho e me identifico muito com ele (Nino). A palestra foi ainda melhor do que nós esperávamos, ele sempre traz as mais recentes pesquisas para analisarmos e aplicarmos depois em casa. O que mais me marcou foi a importância de se respeitar a individualidade da criança no critério da justiça, como no exemplo que ele deu de não obrigá-la a emprestar um brinquedo que ela está utilizando para dar para outro amigo brincar”, comenta.

O evento foi um sucesso, já deixando no ar a expectativa para a próxima edição do Diálogos RB. “A cada rodada de palestras educacionais, fica sempre a reflexão de que o tema não se esgota, ainda temos muito a ouvir e aprender quando o assunto diz respeito a filhos e educação. Com certeza em 2017 teremos mais oportunidades para esses espaços de troca e compartilhamentos”, revela a orientadora Millena.

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