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Novas perspectivas para a oralidade em sala de aula

Na última edição do Congresso ICLOC de Práticas na Sala de Aula, as professoras do Colégio Rio Branco Fabiana Flacker e Renata Mack apresentaram o início do trabalho que estava sendo realizado sobre o estímulo da oralidade em sala de aula. Após um ano de implementação do projeto, avaliações dos métodos utilizados e aperfeiçoamento das técnicas, na edição de 2016 elas retornam ao evento com novas conclusões sobre o tema, e muito otimismo baseado nos resultados das experiências do ano que se passou.

O projeto visa apresentar ferramentas utilizadas em sala de aula considerando a importância da oralidade no desenvolvimento global das crianças. Para atingir os objetivos propostos, elas utilizaram da estratégia da roda de conversa, três vezes durante a semana. “Em classe, temos duas caixas em que as crianças colocam suas dúvidas, sugestões, curiosidades, além de aspectos positivos e negativos que observaram durante as aulas. Todos esses conteúdos são abordados ao longo da semana. Mesmo as perguntas mais complicadas acabamos discutindo, questionando se realmente há respostas para essas dúvidas ou se as perguntas têm de ser melhor formuladas”, contam Fabiana e Renata. As crianças também trazem suas contribuições espontâneas para a roda, como livros, fotos, panfletos, e após a atividade, os alunos registram suas percepções por meio da escrita e desenhos.

Nos momentos de roda, bem como das aulas ministradas, as crianças são desafiadas a participar fazendo uso da fala, proporcionando um exercício democrático da expressão das ideias, sentimentos e desejos. “Não é somente pedir para levantar a mão se quiser falar, é favorecer a organização da fala dos alunos, elaborar respostas, saber argumentar com coerência”, complementa Fabiana.

Segundo as pedagogas, a prática da oralidade planejada no Ensino Fundamental I pode contar com diversas estratégias, porém o fator crucial é o professor se tornar um educador disposto a quebrar paradigmas, com objetivos bem delineados, pensando nas habilidades a serem desenvolvidas. Ainda de acordo com as docentes, as práticas do ensino da língua estão, de modo geral, fundamentadas na modalidade escrita, eliminando quase que por completo as práticas da oralidade. “Ao assumir o papel de mediador, o professor terá a possibilidade de enxergar a prática através de um novo ângulo. O desenvolvimento da linguagem oral é algo que precisa ser objeto de trabalho intencional e sistemático no processo de alfabetização, afinal, a criança já lida com a fala antes mesmo de aprender a ler e escrever”, comentam as professoras.

O trabalho rendeu resultados tão positivos para as crianças do 3º ano que, em 2016, ele se expandiu para outras turmas também. “Eu e a Renata conversamos com as outras professoras dos 2º e 3º anos para explicar um pouco sobre o projeto, e foi lançado o desafio de implementar essa formatação da roda de conversa na rotina das salas. Nossa proposta é levantar hipóteses sobre a importância de um trabalho pensado e sistematizado com a oralidade, e depois enfocar em como temos feito isso na sala de aula, por meio da roda de conversa, e também a didática em sala de aula: como dar sua aula de maneira prazerosa e como saber que sua aula está favorecendo esse trabalho adequado com a oralidade, abrindo espaços para a tecnologia também nessa questão”, explica Fabiana.

Ao final das atividades, os alunos mostravam muito interesse e motivação em participar oralmente das aulas e das rodas, e mesmo as crianças mais tímidas encontraram seu espaço e se sentiram seguras para contribuírem às discussões. Renata Mack discorre sobre os resultados que foram obtidos com a experiência, que envolvem, além da melhor organização e expressão das ideias, a autonomia de cada criança. “A diferença entre a identidade da turma que trabalha com base na melhoria da oralidade é diferenciada, a forma de conduzir e resolver problemas muda, e com isso a autonomia deles também é fortalecida. Um exemplo disso foi um mini torneio de futebol que os alunos das duas salas organizaram sozinhos, no horário do lanche, que demandou reuniões para definir dia, horário, regras, teve até premiação e torcida das meninas. As turmas ficaram muito unidas, passaram a conversar mais e até a resolver conflitos unidos a partir da caixa de sugestões e da roda de conversa, levando para o ambiente fora de sala posteriormente”, lembra Renata.

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