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A Pedagogia da Astronomia

A ideia de inserir a Astronomia no conteúdo curricular surgiu de um trabalho que já existia com ex-professores do Rio Branco, buscando incentivar a participação dos alunos na Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), que premia os vencedores com medalhas, e também emite certificados de participação para todos os inscritos. Hoje, os professores Bruno Agrofoglio Ferreira e Donizete Praxedes da Rosa inserem esses conceitos nos currículos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio, além de breve introdução com o 4º e 5º anos, mesclando conteúdos teóricos com aulas práticas lúdicas e divertidas, nas quais os próprios alunos são, literalmente, as estrelas dos experimentos.

Formando em Física e com experiência acadêmica em Astronomia, Óptica e Raios Cósmicos, Bruno é um entusiasta desse projeto no colégio. Ele conta como foi desenvolvida a metodologia para abordar a Astronomia, que no planejamento educacional do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) só aparece no 5º ano, porém de forma superficial e com algumas lacunas conceituais que precisam ser preenchidas por profissionais da área. “Aqui no colégio, o 4º ano já começa a aprender conceitos da matéria com auxílio de filmes, apresentações e dinâmicas pedagógicas e, por meio de jogos e brincadeiras, introduzimos alguns conceitos aos alunos, como a diferença observada entre a forma de uma nebulosa, uma galáxia, planetas e outros astros. O 5º ano aprende sobre Terra e Universo e realiza visitas ao laboratório de Física, que fica todo modificado pelas cortinas blackout e uma única fonte de luz, simbolizando o Sol, reproduzindo condições similares às que vemos no sistema solar, formando um mini planetário no qual os próprios alunos são os planetas e astros. O laboratório vira um ambiente lúdico e de muito aprendizado”, explica.

No Ensino Fundamental II, o conteúdo entra para agregar a disciplina de Geografia, ministrada pelo professor Donizete, com conceitos de orientação espacial por bússola e pontos cardeais. Em certo momento, os estudantes participam de oficinas no laboratório de Física, nas quais são apresentadas as ferramentas do astrônomo, diferenças entre tipos de telescópios, como funcionam telescópios de espelhos móveis, qual a posição do Brasil nas pesquisas sobre Astronomia, entre outros tópicos. Já no Ensino Médio, o principal tema de Astronomia é a gravidade, amplamente requisitada na OBA e nos vestibulares.

Bruno afirma que, a partir do momento que o aluno visualiza o que está aprendendo, a conclusão das ideias é melhor formulada, fortalecendo o conhecimento empírico da sala de aula. “Para falar sobre as fases da Lua, por exemplo, sem recursos visuais para auxiliar, a aula fica somente teórica e não interessante. A foto do livro sozinha, muitas vezes, não é um exemplo palpável para o aluno concluir porque um lado do astro está escuro e o outro não. Já com o auxílio dessa encenação que realizamos no laboratório, com os próprios alunos fazendo os papéis da Lua, Terra e Sol, eles conseguem assimilar as diferentes configurações espaciais e as quatro fases do astro”, diz o professor.

Em 2016, o Colégio Rio Branco Campinas completa mais um ano de participação na OBA, que envolve alunos do 4º ano do EFI até Ensino Médio. Após a conclusão de cada etapa, o professor monta uma base de dados que fornecem diagnósticos sobre o rendimento dos estudantes na competição, possibilitando a observação de taxas de erros e acertos, quais pontos precisam ser melhor adequados na abordagem das disciplinas, além de assegurar o engajamento, ano após ano, de nossos alunos na competição. “Hoje em dia, os vestibulares mais atualizados, como o da Unicamp e Unesp por exemplo, já cobram conceitos de Astronomia em suas provas, e o aluno que tiver mais conhecimentos nessa área tem ferramentas a mais para resolver esses exercícios’, pondera Bruno.

Sobre a possibilidade de apresentar esse trabalho tão único e diferenciado na VII edição do Congresso ICLOC de Práticas na Sala de Aula, Bruno reitera que a oportunidade é única por causa da pouca divulgação do ensino da Astronomia no país. “Na maioria dos casos, as escolas não proporcionam esses conteúdos em seus currículos, e muitas vezes não têm profissionais preparados para isso, pois nem todo Físico está totalmente apto para lecionar essa disciplina, e o mesmo acontece com pedagogas polivalentes, tornando o ensino raso e escasso. Por isso acredito que, uma vez compartilhado esse trabalhado que é contínuo aqui no Rio Branco, incentivamos outras escolas a repetirem esse ciclo, oferecendo material diferenciado para motivar alunos a se interessarem pelo ensino da Astronomia. É uma sementinha que plantamos no começo da vida acadêmica deles que pode render muitos frutos, inclusive para o futuro científico dessa ciência no nosso país”, almeja o professor.

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