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Cine-debate exibe ‘As Sufragistas’

No dia 19/02, alunos do 9º ano e do Ensino Médio participaram do primeiro Cine-debate de 2016, que exibiu o filme As Sufragistas. Abordando o tema dos direitos femininos no início do século XX, as duas sessões vespertinas foram introduzidas por breves contextualizações históricas feitas pelos professores André Campos e Gustavo Aguiar, envolvendo os conceitos de democracia e participação pública, as gerações de lutas pelos diversos direitos que vigoram atualmente, além das características sociais e políticas da época mostrada no filme.

Após a exibição do longa foram abertos debates, nos quais participaram também os professores André Nalin e Geovana Santos, sobre direitos das mulheres, assédio, machismo, o poder da luta por um ideal e a busca por igualdade perante a sociedade. Ainda foram mostrados números que comprovam a baixa participação feminina na política brasileira e o futuro das condições trabalhistas no país.

O professor de História, André Campos, conta que é uma premissa do colégio aproveitar os temas que estão no cotidiano das discussões dentro da mídia e do cinema e levá-los para a sala de aula. “As Sufragistas foi um filme que teve muito debate e visibilidade na época do seu lançamento, por isso resolvemos mostrá-lo para os alunos devido, inclusive, a sua temática do feminismo, que interessa muito a eles.

O primeiro ano estuda o momento histórico do filme (início do século XX), é o momento em que situamos a importância da história, o que ela é e quem a faz – o movimento histórico em si. O segundo ano estuda a questão da formação dos direitos e a evolução dos mesmos dentro da história, e no terceiro ano acontece a revisão dos conteúdos, e o filme ajuda nessa questão”, explica.

A coordenadora pedagógica do Fundamental II, Cintia Capellato, esteve presente na segunda sessão do filme, exclusiva para os alunos do 9º ano, e apoiou a iniciativa da exibição para os estudantes mais novos. “A ideia de trazer o 9º ano partiu da professora Geovana Santos devido ao projeto de mesmo tema que ela está realizando com eles. Os alunos desse ano têm muito interesse e curiosidade para aprender, inclusive eles pediram para participar de ações como essa sempre que possível, e achamos esse momento ideal para inseri-los na discussão”, diz a coordenadora.

Mariana Tatagiba Martins, aluna do 3º C, conta que já presenciou debates sobre as questões do movimento feminista e machismo no ano passado, e aprova a atitude do colégio de diversificar e aprofundar o conhecimento sobre assuntos relevantes do dia a dia. “O filme abordou o contexto histórico do ponto de vista das militantes, das meninas que ‘levam o peso da causa nas costas’, perdendo filhos e até suas vidas, e esse é o diferencial do filme para o conteúdo em sala. O debate na aula é muito válido, nossos professores nos fazem pensar, argumentar, crescer como indivíduos e isso é excelente. Acredito que me tornei uma pessoa perante a sociedade por participar dessas ações que o colégio promove, essa oportunidade que temos é ímpar e todos deveriam aproveitá-la, são poucas escolas no Brasil que vivem isso e deveríamos nos orgulhar dessas iniciativas do Rio Branco”, reflete a adolescente.

A aluna Clara Mota de Souza Pinto, do 2º A, relata que já conhecia o tema do feminismo e direito das mulheres, mas desconhecia a luta das inglesas pelo direito a voto. “O filme mostra uma questão controversa, que é colocar a mulher em uma posição inferior na sociedade, e em tempo histórico isso aconteceu ontem praticamente; é um problema gritante e ainda há quem não o valorize, por isso é tão importante discuti-lo. Vejo vários tipos de machismos e preconceitos contra a mulher tanto de pessoas que sabem o que estão fazendo, agindo propositalmente, quanto de outras que o fazem inconscientemente. O preconceito é social, cultural e muito perigoso, as pessoas às vezes nem têm consciência do que estão fazendo e falando”, discorre.

Porém, ela consegue ver um desfecho positivo graças à repercussão que o tema vem vivenciando nos últimos tempos. “Há uma movimentação grande principalmente nas redes sociais, tenho muitos amigos que falam sobre esses problemas, minha família também é super conscientizada sobre o assunto e conversamos abertamente sobre esses comportamentos da sociedade, por isso vejo uma esperança quanto ao futuro dessas questões”, prevê a estudante.

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