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Os pequenos autores do Rio Branco

No final de 2015, os pais dos alunos do 2º ano do EF I do Colégio Rio Branco Campinas assistiram, emocionados, às apresentações que envolviam o projeto desenvolvido pelos filhos durante o segundo semestre daquele ano. Foi um momento de festa e confraternização entre famílias, docentes e discentes, encerrando com chave de ouro o projeto “Minhas Primeiras Histórias”, elaborado por todas as professoras do 2º ano, e escolhido para ser apresentado no VIII Congresso ICLOC de Práticas na Sala de Aula, em maio de 2016.

As professoras Cristiane Fabbri Grassi, Silvia Pisco e Aline Avanci representarão, na ocasião, todas as colegas que colaboraram para que o trabalho tomasse vida, e elas estão empolgadas para compartilhar o sucesso da ação. Como parte do componente curricular do 2º ano, são trabalhados diversos tipos de gêneros textuais, começando por receitas, seguido pelos textos instrucionais, narrativas, contos, entre outros. Para atrair a atenção e dedicação dos alunos nesse processo, as professoras lançaram o desafio da produção de um livro, inteiramente de autoria deles, partindo de todo o conhecimento proporcionado sobre estrutura de textos: parágrafos, encadeamento de ideias, estruturação da narrativa, personagens, conflito e desfecho, além de diálogos e pontuação.

Como ponto de partida das produções, os alunos deveriam fazer a seleção dos personagens, na qual foram eleitos os animais. “Lemos muitas histórias de animais com características de seres humanos para as crianças, como fábulas e contos de fadas e, a partir disso, elas começaram a desenvolver quem eram os personagens, o cenário em que eles se inseriam, o conflito e a resolução do mesmo tanto por meio de desenhos quanto pelas palavras. Foi um processo longo de redação de textos, com muita escrita e reescrita, que contou com a participação de todos da sala e também dos pais, que colaboraram digitando o texto para inseri-lo no formato final do livro, o e-book”, conta a professora Cristiane Fabbri. Como ressalva, foi pedido para que os pais não intervissem na estrutura e roteiro dos textos, somente se, no momento de leitura da história, a criança decidisse fazer alguma alteração.

Os colegas de sala também ajudaram no processo de escrita uns dos outros. Conforme as histórias eram elaboradas, cada autor lia seu texto para a sala, e recebia sugestões e incentivos dos amigos. “Nossa intenção era proporcionar uma troca intensa de conhecimento e sugestões que resultassem em textos muito bem escritos. A criança é levada a pensar e construir em cima da produção dela, e isso é muito rico”, observa Cristiane.

Como encerramento do projeto, foi organizada uma apresentação de final de ano para familiares e amigos baseada nas histórias que compunham o livro. Novamente, os alunos foram autores de 100% do conteúdo produzido, como músicas e coreografias, e o resultado final emocionou todos que compareceram à quadra principal do Colégio Rio Branco naquela noite. “Nosso objetivo maior, que era internalizar a estruturação de diversos tipos de textos, foi executado com sucesso. Sabemos que esse conhecimento será levado para o resto da vida, pois cada vez mais a escrita será exigida, tanto no futuro acadêmico, como na vida cotidiana”, reforça a professora.

Dando continuidade ao projeto, o trabalho está sendo um pouco diferente com as turmas deste ano. Os alunos produzirão um exemplar de cada gênero ensinado em sala de aula, gerando várias historinhas sem foco temático, que farão parte de uma compilação que será lançada novamente em formato digital. Já para a apresentação em dezembro, as professoras ainda mantêm o suspense, para não estragar a surpresa de quem desfrutará do momento.

No ICLOC 2016, Cristiane, Silvia e Aline pretendem mostrar para outros colegas de profissão o quão produtivo é proporcionar ao aluno um trabalho educacional que também pode ser lido e aproveitado por outras pessoas, e que isso seja um incentivo para estudantes e professores se engajarem na importância da escrita para a formação acadêmica. “O trabalho com os gêneros literários é fundamental na vida acadêmica das crianças, e quando começamos proporcionando uma base sólida de sustentação de um jeito divertido e atrativo para elas, o interesse pela leitura e escrita tende a crescer cada vez mais. Mesmo em outras disciplinas, aprender a ler, interpretar e escrever o que está sendo pedido é essencial”, pondera a docente. Ainda segundo ela, a ideia da autoria também é essencial para gerar esse interesse, pois fortalece o conceito de que a criança é responsável pelo seu conhecimento e pela construção da sua história.

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