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Planejamento educacional 2017 projeta ano movimentado

Início de ano letivo é assim: grandes expectativas para o reencontro entre os colegas e sobre o conteúdo que será lecionado em sala de aula. O planejamento educacional é o momento em que esses e outros tópicos são elaborados pela equipe pedagógica do Colégio Rio Branco Campinas, com o intuito de discutir e aprimorar os processos em sala de aula e no âmbito escolar.

O planejamento de 2017, que aconteceu entre os dias 23 e 25 de janeiro, foi aberto após a recepção do diretor pedagógico Prof. Admir Moreli, que conversou sobre tudo o que o novo ano aguarda para a equipe de professores, coordenadores e orientadores do colégio. Entre as iniciativas que terão continuidade esse ano, estão as oficinas de treinamento da plataforma Google; o projeto “(Re) pensar a escola: diálogos sobre educação e sociedade”, ministrado pelos professores Gustavo Ricciardi Fábregas de Aguiar e Lucas Sanches Oda, que engloba as novas habilidades e competências pedagógicas que o cenário atual demanda; além da inclusão das turmas de 4º ano no Google for Education. “Essa decisão aconteceu devido à grande receptividade do projeto do Google durante o primeiro ano de sua implantação, entendendo que isso irá trazer um suporte muito importante em sala de aula e só ajudará os alunos. Os mais novos estão mais abertos e propícios a lidar com as tecnologias na perspectiva de utilizá-las para aprimorar e incentivar o estudo e a aprendizagem”, explica Admir.

As novidades ficam por conta da substituição da agenda escolar para os alunos do Fundamental II e Ensino Médio, que a partir de agora usarão somente a agenda online; do projeto de reflexão sobre as avaliações que envolve os profissionais do Ensino Fundamental I, um curso oferecido pelo professor de Artes, Kleiner Paulo Geraldi, sobre o uso de gadgets como celulares, câmeras e tablets como ferramentas de ensino; e o projeto de segurança na internet, no qual professores, alunos e seus familiares receberão orientações sobre o tema para que o uso da tecnologia seja saudável e positivo no processo de ensino. “Estamos muito otimistas e empolgados em 2017, nossa perspectivas são muito boas mesmo com o atual cenário do nosso país. Acredito que a escola não pode ficar paralisada e aguardar o que pode acontecer; temos que caminhar sempre para frente e investir, inovar e mobilizar mais para combater os percalços que possam acontecer durante o percurso”, reforça o diretor.

Em um segundo momento, o corpo pedagógico recebeu a Dra. Patrícia Peck Pinheiro, especialista em Propriedade Intelectual e Direito Digital, para uma palestra sobre “os educadores digitais e os cuidados com mídias sociais”. A advogada discursou sobre os cuidados com uso de conteúdos digitais na sala de aula, como usar recursos tecnológicos de forma legal, os riscos e cuidados na relação professor-aluno por mídias sociais e Whatsapp, e como fazer a mediação de conflitos escolares na Era do Cyberbullying, sempre ilustrando seus apontamentos a partir de estudos de casos.

Cintia Patrick Capellato, coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental II, conta que a ideia de convidar a Dra. Patrícia Peck foi algo pensado, a princípio, somente para os professores do colégio, para auxiliá-los com a comunicação dentro da plataforma Google for Education. Porém, conforme o trabalho da assessoria da advogada foi sendo conhecido, foi decidida pela expansão das palestras para os alunos e pais do Rio Branco. “Existe um limite sobre o que deve ser compartilhado em redes sociais e a lei está aí para corroborar isso, então é muito importante que todos saibam as consequências de suas ações e repensem sua conduta no ambiente digital. O trabalho para uma educação digital deve ser feito em conjunto, englobando todos os nossos públicos e ambientes”, explica Cintia.

A palestra foi unanimidade entre todos presentes. O professor de Geografia, Donizete Praxedes da Rosa, comenta que costuma aceitar alguns alunos em suas redes sociais, porém com muita parcimônia. “Foi um bom alerta para servir de reflexão sobre que tipos de comentários e curtidas fazemos nas redes, sempre respeitando todos e nos resguardando quanto às nossas interações também. Acredito que o colégio foi extremamente assertivo nessa palestra para aprendermos a usar melhor as redes sociais, separando de vez o público do privado e restabelecendo as hierarquias nos relacionamentos sociais”, conclui Donizete.

Já Eduardo Gutierrez, professor de extracurricular do colégio, afirma que há alguns anos adotou a postura de não misturar a vida pessoal com a profissional, não aceitando alunos em seus perfis de redes sociais. “Pode parecer radical, mas acredito que deve haver essa separação para não confundir as coisas. A palestra foi super esclarecedora, e veio para confirmar algumas dúvidas que eu tinha a respeito do tema”, pontua o educador físico.

Viviane Gardin, professora do RB+, e sua estagiária Leticia de Souza, ficaram impressionadas com alguns dados compartilhados pela palestrante, e pretendem levar para frente o conhecimento adquirido na conversa. “A palestra foi ótima para refletirmos sobre certas coisas que vemos nas redes sociais e termos mais ciência da dimensão que as ações podem ter no mundo digital. As redes estão cada vez mais entrando no nosso âmbito profissional e se confundindo com nosso mundo privado/pessoal, portanto nós precisamos ter outra postura diante disso tudo”, reflete Viviane. Leticia concorda com a colega, ressaltando sobre o cuidado com todo o conteúdo que é exibido e compartilhado na internet. “As redes sociais, em especial o Facebook, surgiram como ferramentas para você encontrar amigos, interagir positivamente com eles, e hoje vemos de tudo nelas: debates políticos, religiosos, conteúdos desrespeitosos. Devemos ter muito cuidado com o que publicamos, pois todos podem ter acesso a essas informações e interpretá-las como quiserem”, conclui a estagiária.

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