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Shakespeare ‘vive’ no RB em concurso cultural

Não é Shakespeare que imita a vida, mas sim, a vida que imita Shakespeare. Foi com essa famosa frase do escritor Oscar Wilde que o professor de Literatura Lucas Sanches Oda comentou a participação do Colégio Rio Branco no concurso cultural Shakespeare Hoje, promovido pelo British Council. O objetivo do projeto é a leitura, discussão e produção de material audiovisual baseado na obra de William Shakespeare, aproveitando as rememorações dos 400 anos de sua morte. “O legado de Shakespeare é atual porque inspira jovens de todas as nações a compreender o mundo, obtendo lições valiosas em torno do amor, da criatividade e da humanidade. Conhecer esse autor é uma porta para conhecer a si mesmo, o ser humano e a sociedade”, discorre Lucas.

No projeto, os grupos deveriam apresentar um vídeo de até quatro minutos com o tema “Por que Shakespeare continua atual?”, explorando textos e personagens de produções shakespearianas. Os participantes deveriam ser apenas alunos do Ensino Médio, e os critérios de seleção utilizados pelo professor foram desempenho acadêmico e sensibilidade para questões artísticas e filosóficas. Quem compôs o grupo do trabalho foram as alunas Beatriz Alves Duarte (1º C), Clara Motta de Souza Pinto (2º A), Giovanna Polis Scavariello (2º C), Manuela Corder de Albuquerque (2º C) e Rafaella Arias Whitaker (3º C).

O processo de construção do material demorou aproximadamente cinco meses, começando antes das férias de julho, e contou com o apoio do professor de Artes, Kleiner Paulo Geraldi, na edição das imagens. “Nossa primeira ideia foi abordar um lado mais político das peças do autor, porém conforme os encontros foram acontecendo, as ideias foram mudando, e por fim, escolhemos focar nas questões existenciais, usando as obras Hamlet, Otelo e Macbeth”, explica Lucas.

Nos encontros do grupo, as obras eram primeiramente discutidas, depois relacionadas com as divagações das próprias alunas. Posteriormente, para saber se as questões existenciais apontadas após essas discussões são pertinentes a todos os seres humanos, foram realizadas entrevistas no Centro de Campinas, na Praça do Coco e Terminal de ônibus em Barão Geraldo, finalizando na Unicamp. “Após esse exercício, percebemos que as questões pertinentes às alunas também existem desde o morador de rua até um estudante de universidade”, discorre o professor de Literatura.

O engajamento e desempenho das alunas foi muito elogiado pelo professor, resultando em reflexões aprofundadas sobre a vida de cada uma delas e também da sociedade. Ele acredita que trabalhos como esse possibilitam transformações nas pessoas. “Mas isso não precisa bastar-se somente nas obras de Shakespeare. Contextos assim, que envolvem discussões mais aprofundadas de literatura, artes e sociedade, como aconteceu nesse projeto, é que são realmente importantes para todos”, pondera Lucas.

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