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Uma mensagem na garrafa: aula de filosofia do EF-2 desenvolve a curiosidade e a paciência dos alunos

Uma aula diferente envolveu os alunos do EF-2 em uma caça ao tesouro! Porém, esse não era um tesouro qualquer, era uma garrafa repleta de mensagens que complementaram, de maneira divertida e inusitada, os estudos de Filosofia.

Neste período letivo, as turmas de segundo ano estão trabalhando com o livro Os perguntadores da garrafa, da autora Flávia Reis, o qual conta a história de Teodoro e Alexandra, dois irmãos que lançam uma garrafa ao mar com algumas perguntas dentro. A garrafa, por sua vez, viaja o oceano até ser encontrada por sereias, e elas decidem levá-la até os filósofos para que eles possam responder às indagações dos bilhetes, e é assim que aos poucos a filosofia entra na história.

Os filósofos aparecem como personagens e progressivamente ficamos sabendo sobre as questões pensadas pela filosofia e  sua maneira própria de conhecer o mundo. Sobretudo, o livro mostra que a curiosidade e vontade de encontrar respostas é a grande motivação da filosofia. Segundo a professora de filosofia Jussara Welle, as crianças ficaram muito interessadas por esta forma de comunicação, daí surgiu a ideia de fazer esta atividade de troca de garrafas entre as salas.

“Um dia, antes das férias, nós dividimos a turma em grupos, e cada um recebeu uma tarefa: fazer desenhos, contar um pouco sobre o dia em que estavam escrevendo a mensagem, contar sobre a sala deles – quem são, do que gostam de fazer -, teve também espaço para fazer perguntas e charadas. Por fim, um grupo cuidou de decorar a garrafa com fitas para torná-la única. E então, no retorno das férias, fizemos esta busca e cada sala recebeu uma garrafa feita por outro segundo ano”, explicou Jussara.

Trabalhando a habilidade de fazer perguntas e buscar por respostas, a aula também exercitou a escrita cursiva, a leitura e principalmente a paciência das crianças, mostrando a elas uma forma antiga e lenta de comunicação que não nos dá respostas imediatas. Depois de desvendar as charadas, ler as cartas e observar os desenhos, ficou a missão para cada turma desenvolver as respostas e reenviar a garrafa para sua origem.

“Para a filosofia é importante desenvolver esta paciência, entender que entre formularmos uma pergunta e encontrar uma resposta pode haver um longo tempo. E às vezes nem sequer chegamos a uma resposta, como uma garrafa lançada sem retorno, mas o ato de perguntar já nos leva ao pensamento e transformação de si mesmo”, finalizou a professora.

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