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Colégio

Colégio Rio Branco Campinas - 150 anos de História

Johan Jacob Zink
Junção da Escola Alemã e Nova Escola Alemã
Professor Walter Zink em uma formatura.
Sentados os professores Cristóvão Zink,
Wally Liner, Lidia Hellwig e Marisa Hoff.
Colégio Rio Branco em fase de construção

A longa e promissora trajetória do Colégio Rio Branco- Campinas, que completa este ano 150 anos de existência, teve seu início no dia 26 de fevereiro de 1863. Nesta data foi fundada a associação de imigrantes alemães intitulada “ Stifung des Vereins der Deutschen Freiwilligen”, também conhecida por Sociedade de Alemães Voluntários, cujo objetivo inicial era criar um grupo armado para auxiliar a polícia local a manter ordem na cidade, possível alvo de uma revolta de negros durante a resistência escrava.

A iniciativa foi rejeitada pela polícia, contudo, os alemães resolveram continuar de alguma forma com a união. Neste sentido, modificaram o nome bem como a finalidade básica da sociedade. No dia 19 de abril de 1863 foi criada a “Deutsch Schul und Leserverein”, ou seja, Sociedade Alemã de Instrução e Leitura, que se tornaria responsável pelo funcionamento da Deutsch Schul (Escola Alemã), sendo um de seus principais fundadores o Sr. Anton Exel, altamente participativo na sociedade campineira, tendo exercido inclusive o cargo de vereador.
A escola começou com dificuldades, sobretudo na contratação de professores, que vinham da Alemanha. Começou a funcionar com quatro classes de aula, do primeiro ao quarto ano, do antigo primário, sendo o sistema de instrução todo baseado no ensino alemão e nessa língua ministrado. Em 1901 a sociedade já funcionava em prédio próprio situado à Rua Visconde do Rio Branco.

Neste sentido, ganha destaque o jovem pastor luterano Johann Jacob Zink, formado na Casa das Missões de Brasiléia, que deu início a formação da comunidade luterana de Campinas e, após algum tempo na região, estabeleceu-se na cidade no ano de 1891, aceitando o lugar de professor substituto na Escola Alemã.

Diante de alguns obstáculos, sobretudo com relação a sua atividade eclesiástica, no ano de 1892, Johann Jacob Zink resolve abrir sua própria escola, denominada Neue Deutsch Schule (Nova Escola Alemã). O pastor faleceu em 31 de março de 1918, deixando seu segundo filho, Carlos Critovão Zink, na direção da escola.
Durante muito tempo, a Escola Alemã e a Nova Escola Alemã funcionaram separadamente. Todavia, em 1º de outubro 1931, devido a problemas financeiros, as duas escolas uniram-se sob o nome de Deutsch Schule (Escola Alemã), passando a funcionar na Rua Visconde do Rio Branco, junto à sociedade Alemã de Instrução e Leitura, continuando o Prof. Carlos Cristovão Zink na direção. Mais tarde a instituição viria a se chamar Escola Rio Branco.

Após um longo período frente à escola, em 26 de dezembro de 1962 foi feita uma reunião cuja ata confirmou que, por problemas de saúde, Carlos Cristovão Zink designaria para o cargo de diretor da então Escola Rio Branco seu filho, Ernesto Manuel Zink. Dois anos mais tarde, Carlos Critovão Zink viria a falecer.

Com uma trajetória altamente participativa na cidade de Campinas, Ernesto Manuel Zink trouxe muitas contribuições para a região, dentre as quais pode-se destacar que foi o fundador, juntamente com o grêmio da escola de Biblioteconomia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, da Biblioteca Municipal na Vila Industrial, que hoje carrega seu nome. Ainda sim, foi ele quem introduziu o “Curso Preparatório” na Escola Rio Branco em 1954, quando também passou a exercer a função de diretor administrativo da mesma. Em 1971 o Sr. Ernesto Manuel Zink vem a falecer.

Outro filho de Carlos Cristovão Zink, Walter, foi professor na Escola Rio Branco por muitos anos, tendo se retirado do colégio com a saída de seu pai. Desta forma, seu neto, Egon Zink, foi por vários anos um dos diretores da Sociedade de Instrução e Leitura, tendo sido um dos grandes colaboradores da construção do Colégio Rio Branco em Barão Geraldo, que viria a ocorrer anos mais tarde.

Durante o “Estado Novo”, na era Vargas, a lei nº 383 de 18/ 04 /1938 exigiu uma definição em relação à nacionalidade das sociedades. Em decorrência desta imposição, no dia 26 de outubro do mesmo ano a Sociedade reuniu-se e ficou estabelecido que a Sociedade de Instrução e Leitura fosse brasileira.

Em 11/08/1971, surgiu uma reforma no ensino, através da Lei 5.692. A reforma atingiu diretamente a nossa escola, pois uniu os cursos do antigo primário e ginasial num primeiro grau com oito anos de duração. Ainda sim, as disciplinas foram divididas em núcleos: um comum (obrigatório nacionalmente) e outro diversificado. Com isso, novos professores foram contratados, muitos deles antigos alunos do Rio Branco, como é o caso da Professora Verena, que voltou a escola para ministrar, na época, aulas de história e geografia e hoje é considerada patrimônio do colégio, pequena homenagem diante do enorme legado que deixou a todos que tiveram a oportunidade de conhece- la.

Por volta de 1973, devido ao reconhecimento e a alta demanda de alunos, iniciou-se a busca por uma área, em um bairro residencial, e a escolha recaiu sobre Barão Geraldo, devido ao preço acessível (pois os loteamentos começaram apenas em 1969) e à proximidade com a Universidade Estadual de Campinas, que se iniciara em 1971. Diante dos fatos, em cinco de fevereiro de 1973 foi efetuada a troca do terreno da cidade, sendo que pouco tempo depois iniciaram-se as obras. Em 10 de janeiro de 1975 que deram início às aulas.

Com a mudança para o novo prédio, a escola perdeu muitos alunos, em decorrência da distância e dificuldade de locomoção. Porém, tempo depois, ao que tudo indica graças à bravura dos diretores de sua mantenedora, o Colégio Rio Branco conseguiu superar suas dificuldades iniciais e, em 1978 seu 115º aniversario já era anunciado em uma das principais mídias da cidade, o jornal Correio Popular.

Grandes nomes deixaram seu legado à família Rio Branco, como é o caso de dona Lídia Hellig, dona Wally e dona Edite Müller, que lecionaram por anos, passando por mais de uma geração de uma mesma família, além do Sr. Helmut Tolle, que por diversas vezes foi presidente da Sociedade de Instrução e Leitura e junto a outros representantes arriscou seu patrimônio pessoal para ajudar na construção do colégio em Barão Geraldo. Outro grande destaque na história do colégio foi a mudança nos estatutos da Sociedade de Instrução e Leitura, no ano de 1979. Constituiu-se um Conselho da S.I.L., uma diretoria da S.I.L. e a diretoria do Colégio, sendo que estes três departamentos deveriam observar o seguimento das linhas mestras da Sociedade, providenciar as condições materiais de funcionamento da escola e providenciar um bom ensino na escola, respectivamente.

A partir de 1993, a escola passou por algumas modificações, como por exemplo, a mudança da carga horária, que permitiu a inclusão de matérias novas no currículo, bem como o aumento do número de aulas em matérias básicas; Além disso, houve também a melhoria e o aumento do ensino de línguas, como inglês e alemão. Até a última gestão na época, o Colégio contou com a atuação do Sr. Heinz Juergen Soboll, que pertenceu a Sociedade de Instrução e Leitura por 30 anos, fazendo parte da diretoria nos últimos 20 anos e tornando-se, diante de sua brilhante atuação, um dos grandes nomes da história do Colégio.

Nos anos seguintes, o Colégio Rio Branco – Campinas passou a apresentar acentuado crescimento, ganhando cada vez mais mérito e confiança de todos que dele usufruíram e também das futuras gerações que viriam e que ainda virão a fazer parte da nossa história. Grandes eventos passaram a ganhar destaque em toda a cidade, como a Festa Junina; a Caminhada Saudável, que comemora o aniversário do Colégio; as Olimpíadas Esportivas e de Matemática, o Fórum de Profissões e a Festa Alemã, mais recente evento, que tenta resgatar um evento tradicional da história do colégio, além da também recente parceria Colégio Rio Branco com o Goethe Institut no projeto Schulen: Partner der Zukunft (Escolas: Uma parceria para o futuro), que já deu a 10 alunos do Colégio a oportunidade de realizarem um intercâmbio cultural a distintas cidades da Alemanha durante as férias.

Todos estes fatos e acontecimento que marcaram não só a história do Colégio Rio Branco – Campinas, como também a história da cidade de Campinas, só vem a confirmar a importância desta grande família que a cada dia trabalha, em equipe, para um futuro melhor.





HINO DO COLÉGIO RIO BRANCO - CAMPINAS - clique aqui
Autores: Cristian Mouses Lemes de Castro e J.L. Castro
PARTITURA - clique aqui
Tom: Lá Menor (Am)
Ritmo: Marcha- rancho
 

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Colégio Rio Branco Campinas

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